Algo que certamente fará bem ao espírito dos Casais em Filhos (CSF) que tenham algum tempo sobrando na agenda é o trabalho voluntário. Nós, brasileiros, temos a mania de achar que certas coisas que nos incomodam, como as mazelas sociais, por exemplo, devam ser cuidadas exclusivamente pelos órgãos públicos, enquanto que na verdade cada um de nós tem certa culpa nesse processo. Na verdade podemos fazer muito individualmente para minorizar os problemas de um país tão grande como o nosso.
A idéia do voluntariado pode ser posta em prática em qualquer lugar do Brasil: basta ser solidário com o próximo. Querem exemplos? Pode ser uma visita a asilos de velhinhos abandonados por suas famílias; doação de livros e computadores para favelas; alimentos; roupas; adoção de animais (que em sua maioria, caso ninguém reclame ou adote, acabam sendo sacrificados); ajudar na limpeza do meio ambiente; dar aulas gratuitas sobre assunto que domine; escolher uma causa e participar de movimento (tipo associação de moradores) e mais quaisquer outras coisas que vocês criarem. Agindo desta maneira, vocês podem descobrir o grande prazer que é ajudar ao próximo e, como bônus, ainda achar um novo sentido para a própria vida.
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duas únicas alternativas de relato capazes de dar substância ao filme: ou ser documental — usando todas as informações disponíveis e ouvindo os dois lados da questão — ou usar a ficção para de forma simbólica dar o seu recado que poderia até ter conotações políticas e reascender a polêmica, agora, anos depois do crime. Ao optar por ficar “em cima do muro” dizendo que o filme é simplesmente baseado na vida de Jean, o diretor Henrique Goldman não consegue realizar nenhuma destas alternativas. O resultado, então fica morno, indefinido, não alcançando o impacto que poderia ter em mãos mais experientes ou talentosas. Por essa deficiência na direção, o maior incômodo causado no espectador, ao invés de ser a trágica morte de Jean Charles, passa a ser a exposição da dura realidade dos brasileiros residentes em Londres relegados a tarefas de prestação de serviços como: pedreiros, cabeleireiros, eletricistas, motoboys, etc., sem garantias trabalhistas e mal conhecendo a língua inglesa. Em termos de atuação, o destaque vai para o coadjuvante Daniel de Oliveira. O resto do elenco só cumpre a sua obrigação — sem brilho–, reflexo de tudo o que foi dito acima. Resta contemplar o rostinho bonito de Vanessa Diácomo, o que é pouco para quem esperava ver uma obra impactante.
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