CSF – Trabalho Voluntário

Algo que certamente fará bem ao espírito dos Casais em Filhos (CSF) que tenham algum tempo sobrando na agenda é o trabalho voluntário. Nós, brasileiros, temos a mania de achar que certas coisas que nos incomodam, como as mazelas sociais, por exemplo, devam ser cuidadas exclusivamente pelos órgãos públicos, enquanto que na verdade cada um de nós tem certa culpa nesse processo. Na verdade podemos fazer muito individualmente para minorizar os problemas de um país tão grande como o nosso.
A idéia do voluntariado pode ser posta em prática em qualquer lugar do Brasil: basta ser solidário com o próximo. Querem exemplos? Pode ser uma visita a asilos de velhinhos abandonados por suas famílias; doação de livros e computadores para favelas; alimentos; roupas; adoção de animais (que em sua maioria, caso ninguém reclame ou adote, acabam sendo sacrificados); ajudar na limpeza do meio ambiente; dar aulas gratuitas sobre assunto que domine; escolher uma causa e participar de movimento (tipo associação de moradores) e mais quaisquer outras coisas que vocês criarem. Agindo desta maneira, vocês podem descobrir o grande prazer que é ajudar ao próximo e, como bônus, ainda achar um novo sentido para a própria vida.

Congelamento de Óvulos – Gravidez tardia

A Revista do jornal O Globo do dia 26/07 trouxe um tema polêmico mas que ganha adeptos a cada dia: o congelamento de óvulos. Algumas mulheres citadas na reportagem querem se firmar em suas carreiras antes de engravidar. Outras, não encontraram o parceiro ideal ainda e outro grupo tem dúvidas se quer ou não ter filhos. O processo para o congelamento se dá em temperatura de 195 graus negativos e no passado não funcionava na maioria das tentativas. Hoje, a técnica está aperfeiçoada e garante a gravidez em 60% dos casos. Os médicos especializados dizem que com um útero saudável uma mulher pode dar a luz até com 60 anos de idade e se não puder levar a gravidez, pode recorrer a uma barriga de aluguel — a lei permite o “empréstimo” de barriga entre parentes sem envolvimento financeiro mas se for através de estranhos, além do risco da mãe postiça negar-se a ceder a criança após o parto, há a questão do valor cobrado, que pode chegar a mais de 30 mil reais na internet (segundo a reportagem). O Jornal Valor Econômico na semana passada abordou o mesmo tema sob a ótica do grande “negócio” que se tornou a inseminação para as clínicas especializadas.

Restaurante – Dica – Rio de Janeiro

 A grande ironia quando se fala em comer frutos do mar no Rio de Janeiro é ver o mar bem em frente e pagar caro para se comer um pescado. Em uma das conversas com amigos gourmets foi comparado o valor e tempo gasto para se obter a carne do boi e a pesca, que não requer quase nenhum investimento e acaba sendo mais cara do que a carne bovina. Tão cara que se partiu, por exemplo, para a criação de camarões em cativeiro, que, diga-se de passagem, não têm o mesmo sabor dos que saem do mar. Por esse motivo, foi com alegria que descobri o restaurante de nome estranho “Berbigão”, no bairro do Catete, em frente ao Museu da República, onde Getúlio Vargas suicidou-se. Bem, o suicídio não tem nada a ver com este assunto, foi só uma pitada de Cultura no papo gastronômico. O restaurante é a filial do seu homônimo de Niterói e tem a interessante e bem-vinda proposta de tornar possível a degustação de frutos do mar no dia a dia a preços surpreendentemente baratos, principalmente nos dias de semana. O Berbigão também tem carnes no cardápio, mas pelo que vi em pratos vizinhos, o forte mesmo são os peixes e camarões. Minha experiência lá foi o prato de camarões médios empanados deliciosos e sequinhos servidos com um excelente arroz de brócolis. Se você for turista pode chegar ao restaurante de Metrô, descendo na estação Catete, saída Palácio, que fica em frente. Bom apetite.

Senado aprova nova lei nacional de adoção para acelerar processos

UOL NOTÍCIAS /SP – 15/07/2009 – 18h51

O plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira (15) a nova lei nacional de adoção com o objetivo de acelerar os processos e impedir que crianças e adolescentes permaneçam mais de dois anos em abrigos públicos.

A lei aprovada prevê, por exemplo, que a situação de meninos e meninas que estejam em instituições públicas ou famílias acolhedoras seja reavaliada a cada seis meses. O juiz, com base em um relatório elaborado por uma equipe multidisciplinar, vai decidir em seguida pela reintegração familiar ou pela colocação para a adoção. A lei, nascida de projeto de autoria da senadora Patrícia Saboya (PDT-CE), será agora enviada à Presidência da República. Depois que chegar à Presidência, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem um prazo de 15 dias úteis para sancionar ou vetar a lei. Se sancionada, ela entra em vigor imediatamente após.

O texto aprovado é centrado na garantia do direito de crianças e adolescentes à convivência familiar e comunitária, estabelecida pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A Câmara dos Deputados será comunicada acerca da aprovação da matéria.

A nova lei prevê a criação de cadastros nacional e estaduais de crianças e adolescentes em condições de serem adotados e de pessoas ou casais habilitados à adoção. Também haverá um cadastro de pessoas ou casais residentes fora do país interessados em adotar, que, no entanto, só serão consultados caso não haja brasileiros habilitados nos cadastros internos.

Entre as inúmeras mudanças em relação à lei atual está a definição do conceito de família ampla, com o empenho na permanência dos menores na família original e, em caso de impossibilidade, com parentes próximos como avós, tios e primos.

As entidades que tenham programa de acolhimento institucional podem, em caráter excepcional e de urgência, receber crianças e adolescentes sem a prévia determinação da autoridade competente. No entanto, têm a obrigação de fazer a comunicação do fato em até 24 horas para o juiz da Infância e da Juventude.

O cadastro nacional de pais adotantes conta atualmente com 22 mil candidatos, enquanto duas mil crianças esperam pela adoção. Outra medida é a não punição da adoção informal no Brasil, sem a intermediação das autoridades.

A nova lei também estabelece a exigência de preparação prévia dos pais adotivos e de acompanhamento familiar pós-acolhimento em caso de adoção internacional.

Com informações da Agência Senado

mais :http://noticias.uol.com.br/politica/2009/07/15/ult577ul1734.jhtm

Longevidade dos casamentos

A Folha Online publicou hoje pesquisa da Universidade Australiana Nacional, realizada com 2500 casais para saber o que os levava a continuarem juntos. A pesquisa considerou os casais casados oficialmente e os casados não oficialmente também, entre 2005 e 2007. Dentre os fatores mais interessantes para a separação está o das mulheres que desejam filhos e seus maridos não; parceiros que estejam no segundo ou terceiro casamento têm espantosos 90% de chances a mais de separar-se do que os que estão na primeira união; o fator econômico também aparece: 16% dos casais pobres separam porque têm problemas de dinheiro ou perda de emprego, enquanto entre os estáveis economicamente  só 9% se separam. Por último, o cigarro: muitos acabam fora do casamento por motivo de vício do parceiro.

Com Reuters

Aos casais sem filhos (CSF)

Algumas pessoas que opinam ou sugerem assuntos derivados das questões aqui levantadas me pedem para juntar essa comunidade de CSF brasileiros num cadastro voluntário que poderia evoluir para a exposição maior desse grande contingente de casais à sociedade brasileira. Por muita gente ser sensível a assumir publicamente o fato de não querer ou não poder gerar filhos, gostaria da opinião de todos os que passam por aqui sobre esta questão. Caso concordem no envio de nome e e-mail, poderíamos futuramente criar um intercâmbio de interesses, relacionamento e descontos em atividades de lazer, etc. Deixo em aberto esta possibilidade. Caso a concordância seja grande, criaremos no site  campo para cadastro. Opinem.

Abraço carinhoso a todos os CSF     

Edson Scorcelli

Editor

Bauru – Fórum Empresarial

BAURU SEDIARÁ I FÓRUM EMPRESARIAL DE RESPONSABILIDADE SOCIAL E SUSTENTABILIDADE

Bauru sediará, de 14 a 16 de agosto, por ocasião dos festejos de aniversário da cidade, o seu I Fórum Empresarial de Responsabilidade Social e Sustentabilidade. O evento, organizado pela agência de publicidade MCPP, já conta com a parceria da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação (FAAC) da UNESP, da Fundação Amaral Carvalho, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seccional Bauru e do Projeto Redes Sociais do SENAC e pretende inovar em seu formato, propondo o diálogo entre quatro esferas distintas: a sociedade civil organizada, a classe acadêmica, a política, e a empresarial.

A idéia fundamental que norteia o evento é a da gestão participativa, horizontal e sem hierarquias, hoje possível por meio dos usos das Novas Tecnologias da Informação e da Comunicação.

Para que a teoria seja colocada em prática, o fórum pretende, nos três dias do evento, fomentar a criação de Grupos de Trabalho Integrados, compostos por empresários, acadêmicos, representantes políticos e da sociedade civil organizada, cuja tarefa será a de redigir a Carta Verde de Bauru, estabelecendo-se, por meio desse documento, as metas para o desenvolvimento sustentável do município e da região para a década que se inicia. Os grupos podem ser propostos em formulário específico para esse fim, disponível no web site do evento, cuja URL é www.fers.com.br A única recomendação dos organizadores é que o proponente se empenhe em manter a diversidade do grupo, privilegiando todas as categorias convidadas a participar do evento.

A programação completa do I FERS será publicada nos próximos dias, no  web site mencionado.

 

 

Lazer – Cinema – Jean Charles

Direção: Henrique Goldman – Elenco: Selton Mello, Vanessa Giácomo, Daniel de Oliveira

Jean Charles, mais do que mostrar a tragédia do brasileiro confundido — e por isso morto – com um terrorista árabe é um filme que mostra a realidade de milhares de brasileiros jovens que saem pelo mundo em busca de melhores condições de vida para si e suas famílias. De um filme do qual já se sabe o final, restaria ao diretor da obra usar o tempo de projeção para as jeancharles_2duas únicas alternativas de relato capazes de dar substância ao filme: ou ser documental — usando todas as informações disponíveis e ouvindo os dois lados da questão — ou usar a ficção para de forma simbólica dar o seu recado que poderia  até ter conotações políticas e reascender a polêmica, agora, anos depois do crime. Ao optar por ficar “em cima do muro” dizendo que o filme é simplesmente baseado na vida de Jean, o diretor Henrique Goldman não consegue realizar nenhuma destas alternativas. O resultado, então fica morno, indefinido, não alcançando o impacto que poderia ter em mãos mais experientes ou talentosas. Por essa deficiência na direção, o maior incômodo causado no espectador, ao invés de ser a trágica morte de Jean Charles, passa a ser a exposição da dura realidade dos brasileiros residentes em Londres relegados a tarefas de prestação de serviços como: pedreiros, cabeleireiros, eletricistas, motoboys, etc., sem garantias trabalhistas e mal conhecendo a língua inglesa. Em termos de atuação, o destaque vai para o coadjuvante Daniel de Oliveira. O resto do elenco só cumpre a sua obrigação — sem brilho–, reflexo de tudo o que foi dito acima. Resta contemplar o rostinho bonito de Vanessa Diácomo, o que é pouco para quem esperava ver uma obra impactante.

Lazer – filme – Duplicidade (Duplicity)

Direção: Tony Gilroy – Elenco: Julia Roberts, Clive Owen, Paul Giamatti

Suspense – Um espião industrial se envolve com uma espiã num verdadeiro jogo de gato e rato em busca da fórmula de um produto inédito no mundoduplicidade_2.

O diretor Tony Gilroy, dos excelentes Ultimato Bourne , Identidade Bourne e  O Advogado do Diabo que de quebra tem um pai escritor premiado com um Pulitzer, neste filme perde a mão, ao fazer uma trama pretensiosa demais, com uma montagem estilosa em flash backs que confunde mais do que explica.

Como resultado, o longa  se estende em cenas mais ou menos repetitivas que vão deixar os espectadores menos atentos perdidos na sala de projeção, apesar de belas cenas filmadas em vários países.

Quanto às atuações, Paul Giamatti brilha como sempre, desta vez na pele de um dos industriais que brigam pela tal fórmula de produto que vale bilhões. Quanto ao casal da trama, é inegável a química entre Clive Owen e Julia Roberts que seguram as pontas com seus talentos individuais, mas só isso não é suficiente para fazer o filme decolar. Portanto, ver este filme só é recomendável para quem está com saudade de Julia, há tempos ausente das telas.

Sair para ver Clive Owen não precisa, pois é figurinha fácil nas produções, principalmente depois que Hollywood o descobriu, na Inglaterra.