Crianças mais velhas e negras são rejeitadas por candidatos a pais
Numa das edições de O Globo de setembro — mais precisamente, no fatídico dia 11, eternizado mundialmente como o do fim das Torres Gêmeas — em reportagem assinada por Catarina Alencastro, li dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que mostram que apesar de haver 27 mil candidatos a pais, estes só desejam crianças abaixo dos 6 anos de idade, enquanto as disponíveis acima desta idade são nada menos que 92.4%. E mais: 76.7% destes candidatos a pais exigem crianças de menos de 3 anos. As exigências destes casais não param por aí: 82% rejeitam irmãos; 33% só aceitam meninas e 37% só querem crianças brancas. O dono de um abrigo de menores carentes diz, na reportagem, que na verdade estas famílias querem que estas crianças sejam adotadas pequenas para serem formadas dentro de um padrão burguês de sucesso. Com este pensamento deixam de adotar as que realmente precisam: as que já foram maltratadas, torturadas e as que perderam suas famílias, por tragédia familiar ou abandono. Os adolescentes na faixa dos 15 anos são os mais rejeitados, correspondendo 11% do total à espera de adoção.
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