Muitos dos CSF invariavelmente já experimentaram a sensação de um certo vazio pelo fato de não cumprirem em suas vidas o papel que a sociedade, o governo e as religiões esperam que seja cumprido no trato social. Esse fato gera grande sentimento de exclusão, pois fica parecendo que não nos encaixamos nos modelos de comportamento existentes. Então, começamos a tentar nos juntar ao grupo “normal”, fazendo concessões que contrariam muitas vezes a nossa verdadeira essência, nossa opinião, nosso pensamento. Preocupados com tudo isso, esquecemos do enorme poder que possuímos sobre estes casais “normais”: nossa independência. Você já pensou que pode mudar amanhã mesmo, se quiser, de casa, de estado ou mesmo de país? Que pode ter um carro de duas portas ou uma moto, ao invés de carros sem graça com grandes porta-malas? Que pode se dar ao luxo de frequentar bons restaurantes sem quebrar o seu orçamento? Que tem liberdade para fazer atividades artísticas, cursos de especialização, ou o que lhe ter na telha? Que pode frequentar qualquer tipo de grupo sem ficar preso àqueles grupos dos CCF que vivem fechados neles mesmos (muitos deles, coitados, já não têm vida própria, parecem que vivem só em função dos filhos). Essa dedicação pode ser nobre e bonita mas a meu ver não basta, pois acho que mesmo com filhos, você tem de dar um jeito de continuar fazendo as suas coisas, como um ser independente e único. Enfim, a mensagem que quero transmitir aqui é a que os CSF passem a aproveitar mais o poder da sua liberdade, viajando o máximo possível, estudando, trabalhando muito, compartilhando suas experiências com o máximo de pessoas possível, enfim, vivendo as suas vidas em toda a sua plenitude.
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Sim, como você disse, muitas vezes sinto que meu marido e eu não nos encaixamos nos modelos de comportamento existentes.
Mais que isso … como não defendemos nenhuma ‘bandeira’ sobre CSF – simplesmente aceitamos nosso (meu) fim de vida fértil – ficamos parecendo mais esquisitos ainda.