A história da febre de “Pés- limpos”, ou seja, os bares bacanas que foram criados depois de décadas de domínio dos “Pés-sujos” na cidade do Rio de Janeiro tem certa dose de ironia. Diz a lenda que um grupo de empresários de São Paulo, entre eles o namorido de Xuxa, Luciano Zafir (é assim mesmo que se escreve?), mandou um grupo de “Chefs” para passarem um tempo no Rio e pesquisar as comidas de boteco, aprender suas receitas para depois fazerem suas versões “Chics”. Com o sucesso desses bares limpos, quase todos construídos a partir de projetos de arquitetos famosos em São Paulo, a idéia acabou vindo parar por aqui, deixando os antigos e cultuados botequins com cara de coisa de pobre — e o que é pior: sem higiene. Ou seja, São Paulo veio aqui reiventou nosso boteco e depois “exportou” a idéia para os empresários do Rio. A oportunidade de negócio estava embaixo do nariz dos empreendedores cariocas e ninguém notou. É sempre assim: de longe a gente vê as coisas melhor… Bem, Não vou filosofar sobre isso agora. A novidade dos novos bares acabou deixando muitos boêmios de carteirinha, frequentadores dos bares antigos, de cara feia, dizendo que bons mesmo são aqueles bares imundos que servem cerveja em copo de geléia. É ruim hein? Hoje você tem mais “Pés-limpos” do que sujos na Zona Sul da cidade. Depois comento sobre eles, porque agora tô indo para a night.
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