A Veja traz esta semana bom artigo sobre a adoção no Brasil, escrito por Luiz França. A burocracia crônica e problemas diversos impedem que milhares de casais consigam concretizar o nobre gesto da adoção de uma criança. Segue trecho do artigo e link para sua leitura integral:
“…Nem todas as crianças que vivem em abrigos sob a guarda do estado podem ser adotadas. O processo é longo. Somente depois de esgotadas todas as possibilidades de recolocação dos menores de idade no ambiente de sua família de origem é que eles são considerados aptos à adoção. “A nossa grande dúvida é saber o que é menos complicado: insistir nessa recolocação ou destituir o poder familiar e disponibilizar a criança imediatamente para a adoção”, diz Andréa Pachá, membro do Conselho Nacional de Justiça. Segundo a AMB, pelo menos 8.000 das cerca de 80.000 crianças que vivem em instituições de apoio ou abrigos estão em condições de serem adotadas. Para o promotor Bittencourt, esse é um “claro sinal de que a visão de que o sangue fala mais alto deve acabar no sistema jurídico” – medida que daria agilidade aos processos. “Hoje temos ferramentas que podem nos dizer se aquela mãe ou pai biológicos com problemas tem condições de se reabilitar em curto prazo, evitando assim que crianças passem anos de suas vidas esquecidas em abrigos enquanto poderiam estar aptas para a adoção.” A pesquisa da AMB revelou ainda que 57,9% dos 1.562 entrevistados em todo o país disseram espontaneamente que adotar uma criança seria uma forma de ajudar a mudar essa realidade. Entretanto, sob a opção de múltiplas respostas, apenas 15,5% disseram que adotariam de fato uma criança.”
Para ler o artigo, acesse www.veja.com.br/emprofundidade
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