Diversão – Filme – Código de Conduta

codigo_de_conduta Elenco: Gerard Butler, Jamie Foxx, Direção: F. Gary Gray

Tal como o personagem principal deste action movie a crítica não poupou ninguém deste filme. Disse que tudo nele é inverossímil e o que se salva é o rítmo que o diretor conseguiu dar à trama, que conta a — em princípio — manjada busca de vingança de um homem revoltado com a justiça americana ( imagine se ele morasse no Brasil… estaria em uma camisa de força). Discordo da maioria dessas críticas, e ao que parece o público também, pois filas se formam nos cinemas para ver o que o revoltado Butler vai aprontar. Essa mania de se achar que tudo tem de ter os dois pés na realidade, para mim não vale para o cinema.  Se o crítico quer realidade, que vá ver documentários. Na ficção vale tudo e se o filme consegue manter a atenção do espectador do início ao fim, como é o caso deste Código de Conduta, já foi ótimo. Existem filmes e filmes e este só tem a aparente intenção de ser um produto bem realizado para que as pessoas  tenham seu entretenimento de 2 horas. Há outro tipo de produção, os chamados filmes de diretor que têm ambições intelectuais e que também são ótimos. É claro que  F. Gary Gray não é um destes diretores, mas sabe o que faz. Se você quer ficar colado na cadeira a ponto de esquecer de comer a sua pipoca, vá ver.

Comportamento – juntos, mas separados

Em artigo de Kristen Houghton, no site Family Lobby. com, é abordado o estranho fato de muitos casais americanos de classe média e alta continuarem juntos apesar de estarem separados na prática, mas não legalmente. Isto se dá, segundo ela, por motivos práticos e econômicos. Acontece mais comumente entre casais com filhos já crescidos ou casais sem filhos em idade mais madura e cuja causa da ” separação” é simplesmente o tédio e não problemas de caráter. Realmente, desavenças à parte, imagine o trabalho e a despesa que dá dividir, por exemplo bens acumulados durante 20/30 anos de vida em comum! Esses casais de lá costumam ter casa de veraneio, barco,  etc. Na ponta do lápis, o alto custo do divórcionos EUA pode trazer baixa considerável no patrimônio construído com esforço pelo casal. Uma mulher na casa dos 50 anos fala que ela e o marido depois de 30 anos juntos e com os filhos encaminhados para a vida, pensaram em se separar mas viram que juntos teriam mais vantagens desde a prestação do seguro-saúde, aposentadoria e benefícios do imposto de renda. Optaram então em dividir espaços da casa de forma independente, com chaves individuais. Outro casal continuou junto por terem negócios e investimentos. Não se gostam mais mas não são burros. Vivem como universitários, dividindo contas e tocando suas vidas em separado. Neste século 21, pelo visto, os casais estão muito mais sábios e práticos, se comparados aos casais passionais do último século.

Cinema – Crítica – Bastardos Inglórios

5982_poster bastyadsHá diretores de cinema comuns e os “Cults”, que têm marca própria, estilo indefectível e público cativo – mesmo quando erram na mão e fazem filmes medianos. Quando isso acontece, até mesmo os críticos são benevolentes, pois há nomes que são “sagrados”, como Woody Allen, Almodóvar, Kurosawa, Bergman. Com incomum mega-lançamento publicitário para um diretor “Cult”,“Bastardos Inglórios”, do festejado Quentin Tarantino, está levando ao cinema gente nova que talvez estranhe a estrutura narrativa lenta e não saiba nada da cinebiografia do diretor, cheia de obras que satirizam a violência – mostrada sempre de forma exageradamente realista. “Bastardos Inglórios” tem a assinatura inconfundível de Tarantino, com divisões do filme em partes, com direto a títulos e subtítulos; trilha sonora e montagem que parecem homenagear Sérgio Leone e o Western-Spaguetti dos anos 70, com muitos diálogos que culminam sempre em violência. Brad Pitt é o nome principal do filme, que tem como maior mérito quebrar o paradigma de se mostrar sempre os alemães como vilões nos filmes de Hollywood. Aqui, os soldados aliados são tão (ou mais) cruéis e sádicos que os nazistas. Não se trata de uma obra que queira retratar com fidelidade a época em que é passada a história. Esta é só um pretexto para um exercício cinematográfico do inquieto diretor. Com fotografia deslumbrante e longos 153 minutos — o que faz com que muita gente se levante para esvaziar suas bexigas – “Bastardos Inglórios” é violento mas conta com a beleza de Mélanie Laurent para deleite dos espectadores masculinos. Vai ser melhor digerido pelo público mais familiarizado com o universo cheio de referências e homenagens a produções do passado e ao próprio cinema, o que é marca registrada de Tarantino. Este talvez seja o melhor acerto do diretor, desde “Pulp Fiction”, sua obra-prima.

Projeto em tramitação no Senado Federal prevê divórcio on-line

[6/8/2009 - 09:14]  – Fonte: Rondônia Jurídico (trecho de artigo)

Brasília – A possibilidade está prevista em um projeto de lei (PLS 464/2008) apresentado pela senadora Patrícia Saboya (PDT-CE), com o objetivo de agilizar os processos para casais sem filhos menores ou incapazes e que se separam em comum acordo – casos em que é possível recorrer ao divório no cartório. A senadora quer, inclusive, suprimir a obrigatoriedade de audiência entre as partes.
Presidente da comissão de Tecnologia da Informação do Conselho Federal da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Alexandre Atheniense, explica como funcionaria o procedimento: 1) o casal procura um advogado com cadastro digital no tribunal; 2) o advogado envia dados e documentos pelo site do próprio tribunal; 3) ao receber os dados, o juiz decide pelo fim do casamento, solicita mais informações ou chama as partes, se achar necessário.
Para Atheniense, além de maior rapidez, a proposta diminuiria o dano do fim do casamento. “A tecnologia favorece muito o anonimato. Você consegue conduzir o procedimento sem ter que se expor”, diz ele. Atheniense recomenda, no entanto, que o projeto estabeleça prazo para implementação. Há uma lei em vigência que permite que os processos tramitem na Justiça por via eletrônica. A maioria dos tribunais, porém, está em fase inicial de implantação.
Autores: Johana Nublat e Maria Clara Cabral – Folha de SP – OAB-CF  www.rondoniajuridico.com.br/ler_noticia.asp?cod=4230

Viagem – Buenos Aires – Setembro 2009

A chegada a Buenos Aires à meia noite do dia 18/09/2009, mesmRECOLETA PLAZA FRANCIA 20-2-2036 10-36-12o sob um frio de 10 graus, foi emocionante para mim, que depois de pouco mais de dois anos, não pisava em solo porteñho. O Voo da Varig-Gol fora tranquilo, apesar da parada em Guarulhos, pois não precisei trocar de avião e assim não me preocupei com a mala (que fica menor a cada viagem que faço). Objetivo? Passar meu aniversário na Recoleta, três dias depois. Só isso. Desta vez nada de shows de tango para turistas ou Caminito. Encontrei a cidade um pouco mais suja do que da outra vez e a presença brasileira mais visível, através de vários novos postos Petrobras.Vendo o noticiário da manhã seguinte descobri que os lixeiros estavam em greve. Também fiquei atenta ao noticiário policial, e o máximo de violência que encontrei foi o roubo em uma loja, de aparelhos de TV LCD de 32 polegadas. Nenhuma morte. Da outra vez estava empolgada e fiquei no Loi Suites Arenales, na Arenales 855, mas achei que o hotel Winton, onde me hospedei agora, apesar de padrão inferior, fica muito bem localizado: quase na esquina da Av Callao com Santa Fé, no Barrio Norte, ao lado da badalada Recoleta. O café da manhã é acompanhado do sensacional suco de laranja com casca e o inigualável doce de leite argentino. De dia foi ótimo caminhar pelas redondezas e chegar à Recoleta, mas pude constatarRECOLETA CALLE 20-2-2036 10-16-48 o abandono da área em frente ao cemitério, com o gramado de outrora destruído. À noite, vi que vários points da night foram fechados depois da crise econômica, gripe suína ou sei lá o quê. Parti então para Palermo Soho onde encontrei a mesma gente jovem de sempre e neo-hippies vendendo traquitanas em torno da Plaza Serrano. Jantei num italiano excelente chamado La Baita, na Thames 1414, bem acompanhada por um amigo e um Norton tinto de uvas tipo Malbec. No Centro da cidade, no dia seguinte, fui à tradicionalíssima Confiteria Simo, com seus 60 anos de tradição na Maipu 455. Lá, enlouqueci em meio a doces e chocolates de todo tipo, vendidPUERTO MADERO SPECIAL DAY 21-2-2036 12-43-30os a peso e pesos. Caminhei pela Florida como sempre com muito brasileiro indo às compras, menos eu. Já que o dia era para ver lojas, fui bater ponto na Galerias Pacífico Shopping Mall, na mesma rua, ver os afrescos e logo depois comprar temperos na loja de departamentos que gosto, a Falabella. Já morta de andar, fui — de táxi — conhecer o novo shopping Alto Palermo, lotado de jovens e com arquitetura moderna, que privilegia a luz solar como iluminação interna. No outro dia, querendo menos agito, resolvi ir ao Cassino – que funciona num barco antigo ancorado em Puerto Madero — fazer uma fezinha nas máquinas caça-níqueis, onde mais uma vez saí no lucro, com 4 vezes o valor apostado no bolso. Infelizmente, TANGO S TELMO 21-2-2036 12-23-55tenho sempre que sair logo, pois não aguento o cheiro do cigarro dos fumantes. Podia ficar rica, mas a minha rinite me expulsa de tais ambientes enfumaçados. O domingo foi de céu azul e um friozinho mais ameno, em torno de 15 graus, ótimo para uma caminhada pela feira de San Telmo, com aquelas coisas de artesãos, dançarinos de tango na rua, dezenas de lojas de antiquários e brasileiros, para variar, comprando um monte de bobagens. Exausta e precisando usar uma toillete, entrei num bar e depois do xixi, pedi uma cerveja TodoMondo – Roja, de cor e sabor bem diferente das nossas, do Brasil. Meu aniversário foi um almoço no melhor restaurante de carnes de Puerto Madero (que a cada dia fica melhor), o Cabaña Las Lilas, localizado na Av. Alicia Moreau de Justo, 516. É do um grupo brasileiro proprietário do Figueira Rubaiyat, de SP. Lá tudo é perfeito: serviço atento e com direito a sorrisos — coisa rara nos rostos dos sérios argentinos — e comida de sonho, igualzinho ao Figueira, que também serve carne argentina, FALABELA LOJA DEPART 22-2-2036 10-49-23mas tem a inconveniência da conta vir em reais. À noite, andando pela larga e longa Avenida Santa Fé, parei para um doce e um expresso, como fazem os argentinos. Optei pelo excelente Pertutti, no número 2020. Se estiver com apetite e pouca grana no bolso, recomendo o Babieca, na mesma Santa Fé, no número 1898, onde servem pratos que incluem pães maravilhosos, uma taça de vinho gigante, prato principal e sobremesa, por trinta e poucos pesos. Em Buenos Aires o ato de tomar café é um ritual como em Paris. Você fica o tempo que quiser em frente à sua xícara e o garçom só vem se você chamar. Pode ler um jornal inteiro se quiser. Homens e mulheres comem doces e sorvetes o tempo todo e na rua não consegui ver obesos. Falando de sorvetes, é difícil escolher o melhor hellado, mas MUSICA NA CALLE FLORIDA 22-2-2036 11-59-03os principais são do Volta e do Freddo. Na véspera da volta ao Brasil, à noite, percebi que realmente estava na Argentina: centenas de pessoas tomaram a rua e fizeram um panelaço – manifestação com tampas de panelas sendo batidas umas com as outras com direito a bandeiras de partidos políticos, canto de hinos cívicos, etc. Quanto aos cuidados com a gripe suína, o Brasil parece estar levando o seu combate muito mais a sério do que nossos hermanos. Enquanto na volta tivemos o avião dedetizado com um spray e um formulário brasileiro preenchido e recolhido no aeroporto, na ida, o formulário argentino do Ministerio de Salud sequer foi recolhido. Voltei para casa com ele.SHOPPING MAS HERMOSO DEL MUNDO 22-2-2036 09-28-07ARGENTINA C PERNA DE PAU S TELMO 21-2-2036 12-27-07

Filme- Crítica – Os Normais 2

Competência não falta ao diretor José Alvarenga Jr. Oriundo da publicidade, com longo currículo na Globo como roteirista, também foi diretor de vários filmes dos Trapalhões e de séries como A Diarista e de outras de não tanto sucesso como Força Tarefa, ufa! Agora teve nova chance — depois de dirigir oos normais primeiro longa de Os Normais — de repetir seu sucesso estrondoso. Certamente terá êxito na empreitada, pois Os Normais 2 é uma produção sem risco, respaldada na série da Globo com mais de 50 episódios gravados. Assim, Os Normais conta com a vantagem de seus personagens, Rui e Vani, vividos pelos hilários Luiz Fernando Gumarães e Fernanda Torres, serem velhos conhecidos do público, que vai ao cinema para simplesmente ver mais uma aventura igualzinha à da Tv, só que em tela grande. Como outros diretores globais, Alvarenga tem certos vícios televisivos e não aproveita como poderia os recursos do cinema. Saiu-se bem melhor em Divã, outro filme recente de sua autoria. O roteiro de Fernanda Young e Alexandre Machado, responsáveis pelos textos de toda a série, não se define entre o drama e a comédia e comete excessos, como a inclusão de uma piada sem graça e de mau gosto com um animal em extinção da nossa fauna. Os Normais — que chega a lembrar as velhas chanchadas, só que com mais malícia — vai agradar às platéias de médio grau de entendimento da sétima arte. Quem for mais exigente, deve procurar outra opção de lazer.

Baixa – gastronomia – Pés-limpos

A história da febre de “Pés- limpos”, ou seja, os bares bacanas que foram criados depois de décadas de domínio dos “Pés-sujos” na cidade do Rio de Janeiro tem certa dose de ironia. Diz a lenda que um grupo de empresários de São Paulo, entre eles o namorido de Xuxa, Luciano Zafir (é assim mesmo que se escreve?), mandou um grupo de “Chefs” para passarem um tempo no Rio e pesquisar as comidas de boteco, aprender suas receitas para depois fazerem suas versões “Chics”. Com o sucesso desses bares limpos, quase todos construídos a partir de projetos de arquitetos famosos em São Paulo, a idéia acabou vindo parar por aqui, deixando os antigos e cultuados botequins com cara de coisa de pobre — e o que é pior: sem higiene. Ou seja, São Paulo veio aqui reiventou nosso boteco e depois “exportou” a idéia para os empresários do Rio. A oportunidade de negócio estava embaixo do nariz dos empreendedores cariocas e ninguém notou. É sempre assim: de longe a gente vê  as coisas melhor… Bem, Não vou filosofar sobre isso agora.  A novidade dos novos bares acabou deixando muitos boêmios de carteirinha, frequentadores dos bares antigos, de cara feia, dizendo que bons mesmo são aqueles bares imundos que servem cerveja em copo de geléia. É ruim hein? Hoje você tem mais “Pés-limpos” do que sujos na Zona Sul da cidade. Depois comento sobre eles, porque agora tô indo para a night.

Lazer – filme – crítica – Arraste-me para o Inferno

Direção: Sam Raimi – Ivan Raimi – Com : Alison Lohman, Lorna Raver, Justin Long

Se você,15931ctz_aol como eu, acha que os filmes de terror de hoje são todos iguais, precisa ver “Drag-me to Hell” ou “Arrraste-me para o Inferno”, do diretor Sam Raimi. Autor dos roteiros da franquia “Homem Aranha” que o transformaram num homem rico, gosta mesmo é de filmes “trash”, com direito a vômitos de bruxas, insetos, gosmas e sangue em profusão. Raimi, desde “Uma noite alucinante”, que realizou quase sem recursos em 1981, prova que sabe contar uma história de terror com originalidade. Seus filmes são exagerados do som à ação, o que faz com que o público acabe, aqui e ali, entre sustos, dando boas risadas. Neste filme, o diretor quase não usa a escuridão como recurso dramático – não precisa, pois os efeitos especiais dão conta de assustar o espectador mesmo num dia de sol. Como sempre faz, dirige o longa a quatro mãos com o irmão Ivan Raimi. A história conta as agruras de uma bancária às voltas com uma maldição lançada contra ela por uma cliente insatisfeita. Raimi aproveita e joga na tela algumas questões morais do ser humano quando se encontra em situações- limite. Diversão garantida para quem gosta do gênero “terrir”.

Cinema – Crítica – Inimigos Públicos (Public Enemies – EUA)

inimigos p fotoO diretor Michael Mann gosta de desafios e mostra personalidade nesta adaptação da literatura para o cinema. Autor dos ótimos “Colateral” e “Miami Vice”, comanda este filme de elenco estelar, do calibre de Johnny Depp, Christian Bale e Marion Cotillard –a francesa ganhadora do Oscar de melhor atriz por “Piaf”. O longa mostra o assédio de ladrões aos bancos e sua mitificação por motivo de a opinião pública da época estar totalmente enfurecida com os banqueiros, que levaram muitos cidadãos a condição de miséria. Este período, pós quebra da Bolsa de Nova York de 1929 e da Grande Depressão fez a fama de um ladrão chamado John Dillinger (vivido por Depp) que ficou conhecido por ser uma espécie de “Robin Wood”, pois durante os seus roubos não queria nada dos clientes, só dos bancos. Mas, no seu encalço estava o obstinado Melvin Purvis (Bale), agente do FBI que já usava métodos sofisticados de rastreamento (inteligência) para caçar bandidos. Filmado totalmente em sistema digital, Public Enemies oferece uma nova experiência ao espectador, com sua câmera sempre explorando os “closes” e efeitos de luz e sombra (uma obsessão de Michael Mann). Com mais de 2h de projeção o filme é recomendado para quem gosta de ver um produto cinematográfico bem realizado ou simplesmente para os fãs de Johnny Depp, que mais uma vez, brilha.